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23 Janeiro 2024
NOVA ESCOLA URÂNIA Em breve mais uma obra será entregue a população de José Bonifácio, em especial para as crianças que estudam na Escola ...
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TURISMO – CONHECENDO JOSÉ BONIFÁCIO Localizada ao noroeste paulista, José Bonifácio possui aproximadamente 37 mil habitantes e tem sua economia baseada na agropecuária, comércio e usinas de cana-de-açúcar. Cunhada como “Cidade Amizade”, recebe visitantes de diferentes regiões, que buscam conhecer nossa cultura religiosa ou festiva. A cidade possui um extenso calendário de eventos com abrangência local, regional e estadual, atraindo visitantes de todas as idades que frequentam a cidade, promovendo o turismo e gerando receitas. Os principais eventos são os Jogos de Inverno, FLIJOB – Festival Literário de José Bonifácio, Juninão (24 de junho) – realizado em comemoração ao aniversário de José Bonifácio, Festa do Peão, Festa de Reis e o Festival “A Mais Bela Voz Bonifaciana” porém, o grande potencial turístico do município está no Turismo Religioso, com famosas procissões, como o Dia 12 de outubro – com a caminhada até a Igreja de Nossa Senhora Aparecida, no Bairro dos Machados, que leva milhares de pessoas ao povoado, a caminhada até o bairro de Santa Luzia, realizada dia 13 de dezembro em louvor a padroeira do bairro e os milagres atribuídos ao Servo de Deus Monsenhor Ângelo Angioni, motivo de estudo do Vaticano desde 2015. José Bonifácio conta com a maior estrutura hoteleira e gastronômica da região, com 5 hotéis de vários níveis de classificação e mais de 8 restaurantes, várias lanchonetes e pontos de venda de cachorro quente, cujos lanches muito bem elaborados, sendo elogiados por todos que visitam nossa cidade. Outro destaque da cidade é a área da saúde, contendo 7 unidades de atendimento, incluindo um hospital, que realiza atendimento de urgência e emergência 24h.
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A CRIAÇÃO DA PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA E O TRABALHO DO SERVO DE DEUS MONSENHOR ÂNGELO ANGIONI Ainda vilarejo Cerradão (primeiro nome dado a cidade de José Bonifácio) devotos da comunidade construíram uma capela (em 1913 de pau-a-pique e em 1914 de alvenaria) quando o então arcebispo de São Carlos, Dom José Marcondes Homem de Mello, notando os esforços da comunidade, criou a primeira Paróquia da cidade, chamada de São João Batista de Cerradão, tendo nomeado como pároco, o cônego Paschoal Maria Quércia. Durante anos, importantes religiosos passaram pela paróquia, onde citamos padre Agostino dos Santos Pereira, que administrou a paróquia por sete anos, de 6 de janeiro de 1928 até abril de 1935. Padre Maurício Caputo, italiano de Salerno que teve como missão concluir as obras da Nova Matriz, que foi consagrada em 01 de outubro de 1940. Padre Maurício Caputo ficou em José Bonifácio de 8 de fevereiro de 1937 até 05 de abril de 1952, quando o mesmo é transferido para a cidade de Ibirá, já como Cônego, dentre outros que passaram pela igreja. Pouco antes da transferência do Cônego Maurício Caputo para Ibirá, chega, em 18 de novembro de 1951, enviado pelo bispo Dom Lafayete para ser coadjutor pastoral do padre Caputo (já como Cônego) Padre Ângelo Angioni, que pouco tempo depois passou a ser chamado de “Padre Anjo” pelos fiéis e assumiria como pároco da Matriz. Ângelo Angioni realizou grande trabalho frente a Paróquia São João Batista, onde comandou pastoralmente por 57 anos, até sua morte, em 15 de setembro de 2008, como a implantação, na década de 1960, de uma escola profissionalizante e, no mesmo período, surgiram os primeiros traços da fundação do Instituto Missionário que iria congregar sacerdotes, diáconos, religiosos e leigos. Durante o desenvolvimento do ministério sacerdotal do Servo de Deus Ângelo Angioni a frente da paróquia, muitos padres queridos pela população passaram pela nossa cidade, onde destacamos o padre italiano Cesarino Pietra (ainda atuante em nosso município), padre Mauro Ziati Pereira (que assumiu a paróquia após a morte do Monsenhor Ângelo), padre Sander Marcos de Freitas Vieira (atual pároco da Igreja São João Batista) dentre outros, agregando e congregando muito a comunidade. Nos últimos anos, houve a reforma e ampliação da Paróquia São João Batista, construção da então igreja Sagrada Família e Santos Reis (hoje Paróquia). Ocorreu também, a construção da capela de Santa Rita de Cássia e São Judas Tadeu como a salas de catequese e casa paroquial da Paróquia São José. Hoje, a Paróquia São João Batista conta com o Pároco Sander Marcos de Freitas Vieira e com os padres Rubens Carlos Severino e Padre Cesarino Pietra e a paróquia administra 16 igrejas, sendo elas: Matriz São João Batista, seis capelas urbanas: Capela de Santa Teresinha (bairro Santa Teresinha); Capela São Vicente de Paulo (Jardim José de Almeida); Capela Nossa Senhora das Dores (Santa Casa); Capela Nossa Senhora Aparecida (bairro Santa Maria); Capela Nossa Senhora do Rosário (bairro Vila do Rosário) e dez capelas rurais: Capela Nossa Senhora Aparecida (bairro Bananal); Capela Santa Luzia (bairro de Santa Luzia); Capela São Sebastião (bairro Cardoso); Capela no Pantaninho; Capela Santa Marta (condomínio Nova Yorque); Capela Nossa Senhora Aparecida (bairro Patrimônio dos Machados); Capela São Benedito (bairro Matão); Capela São Sebastião e Imaculada Conceição (bairro Barra Grande); Capela Nossa Senhora Aparecida (bairro Leuza); e Capela Nossa Senhora Aparecida (bairro Tanquinho).
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Turismo Religioso - A DESCOBERTA “Do pó vieste e ao pó retornarás”. Essa frase do livro de Gênesis é talvez uma das mais conhecidas da Bíblia e guarda em si uma verdade quase inexorável. Não importa qual seja a sua religião, o fato é que o corpo humano, após a morte, está fadado ao fim. Na Igreja Católica, porém, relatos garantem que alguns santos foram capazes de superar a corrupção da carne e mantiveram seus corpos preservados muito tempo após seu falecimento – são os chamados “santos incorruptos”. Na semana passada, um caso similar, e que já está sendo considerado milagre pelos fiéis, chamou a atenção do brasil. Durante uma exumação, o coração do padre Ângelo Angioni (1915-2008) foi encontrado intacto sete anos após sua morte, em José Bonifácio, no interior de São Paulo. O órgão foi descoberto por postuladores romanos, responsáveis por colher informações para beatificações, e que atualmente investigam a indicação de Angioni a Santo. Ao abrir o caixão, os postuladores se depararam com as vestes do padre, dentro delas os ossos e o coração preservado. Os frequentadores da Igreja Matriz da cidade puderam ver o coração de perto no domingo, 7, quando ele foi apresentado no início oficial dos trabalhos diocesanos para o processo de beatificação e canonização do pároco. O fenômeno foi interpretado pelos devotos como um sinal da santidade do Monsenhor Angioni, enquanto legistas levantaram dúvidas sobre o aspecto transcendental do caso. “Em 22 anos como legista e com mais de 300 exumações realizadas nunca vi um caso como esse”, diz Jorge Paulete Vanrell, professor de medicina legal de São José do Rio Preto (SP). Opinião compartilhada por Ivan Miziara, professor do departamento de medicina legal da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e superintendente da polícia técnico científica de São Paulo. “Um coração estar intacto sete anos após sua morte é um fenômeno que não tem explicação dentro da teoria clássica de decomposição dos corpos”, diz Miziara. Segundo o especialista, no processo de decomposição natural do corpo humano, o coração, que é basicamente um músculo, demora cerca de 25 meses para se desfazer totalmente. A preservação do órgão pode ocorrer de forma natural apenas em duas ocasiões: quando há a mumificação (espécie de ressecamento), se o corpo for sepultado em uma região quente e seca – caso da cidade de José Bonifácio, ou na saporificação (quando o corpo se torna uma espécie de sabão), se o cadáver for enterrado em uma região argilosa e úmida. A Igreja Matriz de José Bonifácio, no entanto, garante que nenhuma técnica de preservação foi utilizada no coração do Monsenhor Angioni. De acordo com o padre Mauro Ziatti, novo padre da paróquia, Angioni foi sepultado em um túmulo convencional, dentro da igreja, planejado pelo próprio monsenhor em 1995. Trecho da matéria publicada na revista ISTO É, em 12/06/2015
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